A mais valia e a contaminação dos ricos

A mais valia e a contaminação dos ricos

A mais valia e a contaminação dos ricos

Napoleão Mais Valia sabe do risco da contaminação. Conhecido como vampiro da noite e do dia, porque chupa o sangue de seus trabalhadores, ele sabe que corre o risco de morrer se o isolamento social não funcionar. Só a estúpida equipe econômica comandada por Paulo Guedes, o infame, parece não saber disso. Napoleão Mais Valia dedicaria metade de sua mais valia arrancada dos pobres para não correr risco. Jão Xinfrim sabe na pele.  Mas ele  tem um amigo que sabe mais, Pedro Ferocidade, que está juntando o povo para promover a verdade.

– Por que acontece tudo isso, perguntou ingenuamente João?

– Porque são uns canalhas, respondeu rapidamente Pedro. Sobretudo os bancos. A sociedade está sendo espoliada de todo jeito pelos banqueiros. Vou te dizer que o problema não vem apenas do apetite voraz de Napoleão Mais Valia e de outros capitalistas produtivos. Estes pelo menos fazem alguma coisa. A superexploração vem dos bancos, que não fazem nada, a não ser uma oferta de serviços ultra-precários, e sugam as rendas de todas a sociedade.

– Mas como isso funciona?, voltou João Xinfrim

– É simples. Os trabalhadores produzem toda a renda da sociedade, mas recebem como salário apenas uma parte ínfima dela. A parte do leão chama-se mais valia. Da mais valia uma parte é imposto, mas a parte maior é lucro, renda e benefícios para os ricos. O lado indecente é justamente o apropriado pelo sistema bancário e seus sócios no sistema financeiro.

Os bancos esmagam todo mundo para extrair mais valia. E capitalistas como Napoleão Mais Valia simplesmente esmagam os trabalhadores para compensar o que os bancos tiram deles. Quando fala nisso, Pedro Ferocidade vai ao limite da raiva. Mas ele sabe que não dá para derrubar o sistema na base da violência. O que importa são eleições, sobretudo as próximas.

Amanhã: O General da Banda  e os boquinhas de pijama

Capítulo V: O General da Banda e os boquinhas de pijama

Um dia o General da Banda acordou com o ovo virado e decidiu fazer uma grande reforma na  artilharia. Chamou os subordinados e deu uma ordem definitiva: os que ficam embaixo ficam embaixo, os que ficam em cima ficam em cima, e quem está no meio fica onde está. Com isso, o General da Banda consagrou o sistema salarial que passou a vigorar nos tempos do mito.

Houve algumas reclamações, mas não muitas. O General da Banda conquistara o posto em legítimas eleições democráticas. Como primeiro aluno, esperava a quinta estrela, ou seja, um posto e um bom salário no Palácio do Planalto. As más línguas diziam que isso era uma espécie de sistema de butim, algo que vigorava nos Estados Unidos na virada do século XIX.

O General da Banda não importava com intrigas. Achava que era direito dos militares tomarem o governo de assalto, e ponto final. O PT não fez isso?, perguntava um coronel reformado que mostrava para todo o mundo um manifesto contra o STF. Fez sim, respondia João Xinfrim, com seu jeito humilde. Porém, ouviu-se a poderosa voz  de Pedro Ferocidade: O PT fez para ricos e pobres, mas o General da Banda só faz para sua turma. Um dia a gente acaba com isso.    

Amanhã: Novos conquistadores de Monte Castello

Capítulo VI

Pedro Ferocidade estava realmente feroz com os rumos tomados pelo sistema de butim que foi instituído no Planalto. “Afinal, pra quê tanto milico na administração pública, dominada sobretudo por brancos? É um exagero. Estão dizendo que há mais de 3 mil deles na administração pública brasileira. Isso é demais Por acaso a farda garante que podem exercer qualquer ação no Governo?”

Ferocidade se lembrava dos tempos em que o Exército se revestia de glórias em ações como o assalto a Monte Castello, na Segunda Guerra. Agora, o negócio deles é assaltar cargos públicos. “Isso é uma vergonha para as Forças Armadas brasileiras”, bradava Ferocidade na porta de casa, com máscara, evitando aglomeração. Feroz como era, sabia entretanto que não era nada vantagem bancar o valente com o coronavírus.

A maior raiva dele, contudo, é ver o Presidente da República ir para uma lado, na campanha do coronavírus, e as outras autoridades irem para o outro. E não só isso. Está feroz com a atitude do Ministério da Economia de fazer poupança com o dinheiro público, mesmo quando há umam óbvia necessidade de financiar os pobres para ficarem em casa durante o perídio do isolamento social.

“A final, disse Ferocidade, pensando na situação de João Xinfrim, “como garantir que as pessoas fiquem isolados se não der dinheiro para as mais pobres delas sobreviverem”? “Que estupidez é essa”, insistia Ferocidade, que sabia não haver nenhuma possibilidade de garantir para todo o mundo o isolamento social “se não fosse garantido para todo o mundo o dinheiro da sobrevivência pelo tempo necessário para acabar com o vírus?”

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