Home

UMA SAÍDA DA ESCRAVIZAÇÃO FINANCEIRA

A porta de saída da escravização financeira

Você já falou mais de uma vez em Movimento Popular pela Justiça Social, disse João Xinfrim a Pedro Ferocidade. “O que é isso?”  É a grande irmandade popular dos trabalhadores para escapar da crise e da escravização dos bancos, explicou. Entrei para ela porque já não aguentava mais de enganação. Diziam que estávamos numa democracia, mas o fato é que a democracia defendia quase exclusivamente interesse dos ricos.

– Então a gente tem que acabar com a democracia?, perguntou Xinfrim. De jeito nenhum, disse Ferocidade. A gente tem que superá-la. Já durou muito tempo, mais de 200 anos. É a hora de completarmos a democracia com o socialismo verdadeiro. Em uma palavra, democracia social. Alguns países da Europa estiveram perto disso, mas foram sufocados pelo chamado neoliberalismo. Recuaram. Voltaram para trás, devido a manobras políticas dos ricos.

Xinfrim, naturalmente, nunca tinha ouvido falar naquilo. Ao contrário, diziam pra ele que o ideal de vida era o sistema americano, onde as pessoas ganhavam mais de acordo com a   disposição para competir  com ferocidade. “Que nem você?”, perguntou Xinfrim. “Não, foge diabo. Fiquei feroz justamente por ver tanta injustiça espalhada pelo mundo. Uns poucos ganhando bilhões e a maioria não ganhando quase nada”, explicou.

“E o que se deve fazer agora?”, provocou João. Pelo lado norte-americano nada a fazer: o sistema vai apodrecer aos poucos, exibindo grandes tragédias sociais fora da economia, como o uso abuso de armas, as matanças ocasionais em escolas, os ataques terroristas, tudo em nome liberalismo e do neoliberalismo. Nós teremos mais chances porque ainda não temos um sistema encravado. Com sorte, levaremos avante o Movimento Popular pela Justiça Social.

A Escravização Pelo Capital

A escravização pelo capital financeiro

Quando João Xinfrim soube que haviam feito uma divida bilionária em dólares nos anos 70 para ele pagar agora, ele pensou consigo mesmo: Não importa, a dívida foi feita há muito tempo. Já se foram mais de três décadas. Só pode estar paga. Agora é botar o pé no acelerador e vencer a recessão, que é o que importa no momento, sobretudo quando acabar a pandemia.

Você está completamente enganado, João. A dívida externa ainda está encravada no coração da economia brasileira, disse Pedro Ferocidade. Virou dívida interna, pois está escondida pelos bancos  no chamado superávit primário. “E o que é superávit primário?”, perguntou Xinfrim. “P.q.p., homem, você não sabe de nada mesmo. Pergunte ao Belluzzo”.

E o Belluzzo sabe alguma coisa? “Belluzzo sabe tudo, é um grande economista brasileiro. Tudo o que ele ensina se resume numa coisa: O capital financeiro é que estrangula a economia e não deixa ela crescer. São os grandes bancos privados. Incrivelmente, também os bancos públicos vão no rastro. Praticam o mesmo tipo de política de juros e de empréstimos.”

Então já não era hora de acabar com isso?, comentou Xinfrim. Ah, disse Ferocidade, você acha que é fácil assim? Acabar como? Os bancos compram tudo. Compram Executivo, compram grande parte do Legislativo e influenciam no Judiciário. É grana demais meu amigo. Para derrubar esse poder só uma revolução. Mas tem que ser  revolução pacífica, senão perdemos. Em uma palavra, é a revolução proposta pelo Movimento Popular pela Justiça Social.

Como o dinheiro do pobre vira lucro do rico

Explique melhor essa história de superávit primário, disse João Xinfrim a Ferocidade. Você sabe que não sou bem da cabeça para entender essas coisas. “Vai entender logo”, disse Ferocidade. “Superávit primário é grande parte do dinheiro roubado do trabalhador em favor dos ricos. Isso se chama mais valia.” “Piorou. O que é mais valia, pois já esqueci essas coisas que ouvia no chão de fábrica, quando a gente aprendia o que é capitalismo?”

“Mais valia é o que Napoleão suga de você, como trabalhador: é a diferença entre o que ele ganha explorando seu trabalho e o salário miserável que você ganha. É isso que é chamado de sistema capitalista. Só que nosso sistema capitalista não para aí, por causa dos banqueiros. Eles abocanham parte crescente da mais valia sugada pelo patrão tomando uma porção dos próprios empresários. O sistema todo é um vírus, e não tem vacina contra ele, a não ser se a gente entrar para o Movimento Popular pela Justiça Social. Com esse vamos ter justiça.

– E os patrões, não fazem nada contra os banqueiros? “Não, são covardes. Eles preferem estrangular os trabalhadores embaixo a entrar em briga com os banqueiros em cima. Por isso não reclamam dos juros, e deixam os banqueiros a tirar  do povo o que o tal capital financeiro arranca deles. Assim, o dinheiro surrupiado dos pobres vai parar no caixa dos bancos, e os bancos pagam deus  e o diabo para manter esse esquema funcionando: empresários covardes, políticos e principalmente imprensa, todos comprados para segurar  os interesses dos bancos, isto é, os juros altos. E o fato é que, sem algum mecanismo para domar o capitalismo, isso não vai mudar nunca. Exceto com o Movimento Popular pela Justiça Social.

A porta de saída da escravização financeira

Você já falou mais de uma vez em Movimento Popular pela Justiça Social, disse João Xinfrim a Pedro Ferocidade. “O que é isso?”  É a grande irmandade popular dos trabalhadores para escapar da crise e da escravização dos bancos, explicou. Entrei para ela porque já não aguentava mais de enganação. Diziam que estávamos numa democracia, mas o fato é que a democracia defendia quase exclusivamente interesse dos ricos.

– Então a gente tem que acabar com a democracia?, perguntou Xinfrim. De jeito nenhum, disse Ferocidade. A gente tem que superá-la. Já durou muito tempo, mais de 200 anos. É a hora de completarmos a democracia com o socialismo verdadeiro. Em uma palavra, democracia social. Alguns países da Europa estiveram perto disso, mas foram sufocados pelo chamado neoliberalismo. Recuaram. Voltaram para trás, devido a manobras políticas dos ricos.

Xinfrim, naturalmente, nunca tinha ouvido falar naquilo. Ao contrário, diziam pra ele que o ideal de vida era o sistema americano, onde as pessoas ganhavam mais de acordo com a   disposição para competir  com ferocidade. “Que nem você?”, perguntou Xinfrim. “Não, foge diabo. Fiquei feroz justamente por ver tanta injustiça espalhada pelo mundo. Uns poucos ganhando bilhões e a maioria não ganhando quase nada”, explicou.

“E o que se deve fazer agora?”, provocou João. Pelo lado norte-americano nada a fazer: o sistema vai apodrecer aos poucos, exibindo grandes tragédias sociais fora da economia, como o uso abuso de armas, as matanças ocasionais em escolas, os ataques terroristas, tudo em nome liberalismo e do neoliberalismo. Nós teremos mais chances porque ainda não temos um sistema encravado. Com sorte, levaremos avante o Movimento Popular pela Justiça Social.

Novos Conquistadores de Monte Castello

Capítulo VI

Pedro Ferocidade estava realmente feroz com os rumos tomados pelo sistema de butim que foi instituído no Planalto. “Afinal, pra quê tanto milico na administração pública, dominada sobretudo por brancos? É um exagero. Estão dizendo que há mais de 3 mil deles na administração pública brasileira. Isso é demais Por acaso a farda garante que podem exercer qualquer ação no Governo?”

Ferocidade se lembrava dos tempos em que o Exército se revestia de glórias em ações como o assalto a Monte Castello, na Segunda Guerra. Agora, o negócio deles é assaltar cargos públicos. “Isso é uma vergonha para as Forças Armadas brasileiras”, bradava Ferocidade na porta de casa, com máscara, evitando aglomeração. Feroz como era, sabia entretanto que não era nada vantagem bancar o valente com o coronavírus.

A maior raiva dele, contudo, é ver o Presidente da República ir para uma lado, na campanha do coronavírus, e as outras autoridades irem para o outro. E não só isso. Está feroz com a atitude do Ministério da Economia de fazer poupança com o dinheiro público, mesmo quando há umam óbvia necessidade de financiar os pobres para ficarem em casa durante o perídio do isolamento social.

“A final, disse Ferocidade, pensando na situação de João Xinfrim, “como garantir que as pessoas fiquem isolados se não der dinheiro para as mais pobres delas sobreviverem”? “Que estupidez é essa”, insistia Ferocidade, que sabia não haver nenhuma possibilidade de garantir para todo o mundo o isolamento social “se não fosse garantido para todo o mundo o dinheiro da sobrevivência pelo tempo necessário para acabar com o vírus?”

A mais valia e a contaminação dos ricos

A mais valia e a contaminação dos ricos

Napoleão Mais Valia sabe do risco da contaminação. Conhecido como vampiro da noite e do dia, porque chupa o sangue de seus trabalhadores, ele sabe que corre o risco de morrer se o isolamento social não funcionar. Só a estúpida equipe econômica comandada por Paulo Guedes, o infame, parece não saber disso. Napoleão Mais Valia dedicaria metade de sua mais valia arrancada dos pobres para não correr risco. Jão Xinfrim sabe na pele.  Mas ele  tem um amigo que sabe mais, Pedro Ferocidade, que está juntando o povo para promover a verdade.

– Por que acontece tudo isso, perguntou ingenuamente João?

– Porque são uns canalhas, respondeu rapidamente Pedro. Sobretudo os bancos. A sociedade está sendo espoliada de todo jeito pelos banqueiros. Vou te dizer que o problema não vem apenas do apetite voraz de Napoleão Mais Valia e de outros capitalistas produtivos. Estes pelo menos fazem alguma coisa. A superexploração vem dos bancos, que não fazem nada, a não ser uma oferta de serviços ultra-precários, e sugam as rendas de todas a sociedade.

– Mas como isso funciona?, voltou João Xinfrim

– É simples. Os trabalhadores produzem toda a renda da sociedade, mas recebem como salário apenas uma parte ínfima dela. A parte do leão chama-se mais valia. Da mais valia uma parte é imposto, mas a parte maior é lucro, renda e benefícios para os ricos. O lado indecente é justamente o apropriado pelo sistema bancário e seus sócios no sistema financeiro.

Os bancos esmagam todo mundo para extrair mais valia. E capitalistas como Napoleão Mais Valia simplesmente esmagam os trabalhadores para compensar o que os bancos tiram deles. Quando fala nisso, Pedro Ferocidade vai ao limite da raiva. Mas ele sabe que não dá para derrubar o sistema na base da violência. O que importa são eleições, sobretudo as próximas.

Amanhã: O General da Banda  e os boquinhas de pijama

Capítulo V: O General da Banda e os boquinhas de pijama

Um dia o General da Banda acordou com o ovo virado e decidiu fazer uma grande reforma na  artilharia. Chamou os subordinados e deu uma ordem definitiva: os que ficam embaixo ficam embaixo, os que ficam em cima ficam em cima, e quem está no meio fica onde está. Com isso, o General da Banda consagrou o sistema salarial que passou a vigorar nos tempos do mito.

Houve algumas reclamações, mas não muitas. O General da Banda conquistara o posto em legítimas eleições democráticas. Como primeiro aluno, esperava a quinta estrela, ou seja, um posto e um bom salário no Palácio do Planalto. As más línguas diziam que isso era uma espécie de sistema de butim, algo que vigorava nos Estados Unidos na virada do século XIX.

O General da Banda não importava com intrigas. Achava que era direito dos militares tomarem o governo de assalto, e ponto final. O PT não fez isso?, perguntava um coronel reformado que mostrava para todo o mundo um manifesto contra o STF. Fez sim, respondia João Xinfrim, com seu jeito humilde. Porém, ouviu-se a poderosa voz  de Pedro Ferocidade: O PT fez para ricos e pobres, mas o General da Banda só faz para sua turma. Um dia a gente acaba com isso.    

Amanhã: Novos conquistadores de Monte Castello

Capítulo VI

Pedro Ferocidade estava realmente feroz com os rumos tomados pelo sistema de butim que foi instituído no Planalto. “Afinal, pra quê tanto milico na administração pública, dominada sobretudo por brancos? É um exagero. Estão dizendo que há mais de 3 mil deles na administração pública brasileira. Isso é demais Por acaso a farda garante que podem exercer qualquer ação no Governo?”

Ferocidade se lembrava dos tempos em que o Exército se revestia de glórias em ações como o assalto a Monte Castello, na Segunda Guerra. Agora, o negócio deles é assaltar cargos públicos. “Isso é uma vergonha para as Forças Armadas brasileiras”, bradava Ferocidade na porta de casa, com máscara, evitando aglomeração. Feroz como era, sabia entretanto que não era nada vantagem bancar o valente com o coronavírus.

A maior raiva dele, contudo, é ver o Presidente da República ir para uma lado, na campanha do coronavírus, e as outras autoridades irem para o outro. E não só isso. Está feroz com a atitude do Ministério da Economia de fazer poupança com o dinheiro público, mesmo quando há umam óbvia necessidade de financiar os pobres para ficarem em casa durante o perídio do isolamento social.

“A final, disse Ferocidade, pensando na situação de João Xinfrim, “como garantir que as pessoas fiquem isolados se não der dinheiro para as mais pobres delas sobreviverem”? “Que estupidez é essa”, insistia Ferocidade, que sabia não haver nenhuma possibilidade de garantir para todo o mundo o isolamento social “se não fosse garantido para todo o mundo o dinheiro da sobrevivência pelo tempo necessário para acabar com o vírus?”